sábado, 25 de setembro de 2010

Crenças e Doutrinas - Thelema

A Filosofia

A palavra Thelema (pronuncia-se Télema) tem origem grega e significa Vontade ou Intenção. Mas este termo é associado a uma doutrina registrada pela primeira vez na literatura no século XVI. No ano de 1532, François Rabelais cita em sua aventura épica Gargantua e Pantagruel, a fundação de uma abadia de Thelema. Segundo o autor, uma doutrina que se chocava com os ideais católicos da época.

A proposta do Thelema está baseada essencialmente na liberdade e individualidade humana; ou seja, o cultivo e satisfação plena das próprias vontades. Estas bases ficam evidentes nos principais conceitos que regem: "Faça o que tu queres, pois há de ser tudo da lei"; "Todo homem e toda mulher é uma estrela"; "Tu não tens o direito, se não fazer a tua vontade..." Para os adeptos, estes princípios sintetizam a doutrina.

No Thelema toda ação individual é válida, pois é necessária a evolução. Porém, é importante que cada indivíduo descubra-se interiormente pela própria espiritualidade e una-se ao seu Ego através do amor. Desta forma descubra a Vontade Verdadeira que existe em si, e que é a motivação real da existência. A busca e o exercício da Vontade Verdadeira é a ação que move o ser em direção a iluminação. Por ser única, esta Vontade não colide com a Vontade alheia. "O Amor é a Lei sob a Vontade..." Portanto, cada ser da criação é único e especial; possui vontades e necessidades únicas que devem ser supridas.

Por estar fixado em conceitos pessoais, o Thelema pode variar muito em sua interpretação entre os adeptos; já que a vontade individual é o principal mecanismo de busca da auto-satisfação. Por esse motivo não é considerado uma religião, já que não existe uma divindade central específica; pode abrigar vários tipos de crenças e funcionar como um complemento da religiosidade, de acordo com a vontade do indivíduo. Porém, em seu desenvolvimento ao longo dos anos, o Thelema tornou-se um sistema mágico com características próprias; agregando em si correntes como a Draconiana, Tifoniana e Ofidioniana. Também influenciou outros sistemas como a Magia Ritual, Magia Sexual e as Artes Divinatórias.

A doutrina foi citada por vários pensadores e estudiosos em inúmeras publicações no decorrer dos séculos. Mas se expandiu apenas por volta de 1938, quando o inglês Aleister Crowley publicou o Liber Al vel Legis.

Atualmente, o Thelema é visto com uma certa hostilidade por aqueles que o conhecem superficialmente. O nome de Crowley está muito associado a esta doutrina, e os mitos que cercaram sua vida prestam uma imagem negativa a esta doutrina. Além disso, a noção libertária dos conceitos thelêmicos pode transmitir um falso aspecto egoísta, onde valoriza-se exageradamente a própria vontade e menospreza-se o altruísmo. Na verdade "O Amor é a Lei sob a Vontade", e "Todo homem e toda mulher é uma estrela..." Aqui fica evidente que o Amor se sobrepõe aos outros valores, e a individualidade humana é divinizada, respeitada por que cada um é uma estrela.

Crowley: Breve Biografia

Edward Alexander Crowley nasceu em 12 de Outubro de 1875, em Leamington, Inglaterra. Recebeu de seus pais uma rígida educação cristã, da qual hostilizava desde a infância. Freqüentou o Trinity College da Universidade de Cambridge e formou-se em química.

Crowley conheceu George Cecil Jones, membro do Amanhecer Dourado: uma sociedade secreta que transmitia ensinamentos relativos à astrologia, magia, cabala, alquimia e outros temas herméticos. Assim, aos 23 anos foi iniciado nesta sociedade e rapidamente elevou-se em sua hierarquia. Numa viagem ao Egito em 1904, Crowley e sua esposa vivenciaram as experiências que resultariam no livro da filosofia thelêmica, o Liber Al vel Legis.

Após a morte de sua filha em 1906, Crowley reuniu-se novamente com Cecil Jones e criou a Astrum Argentium: uma ordem iniciática que dava continuidade ao já extinto Amanhecer Dourado. Aqui foram implantados e difundidos os primeiros conceitos do Thelema. Nos anos seguintes, Crowley dedica-se aos estudos, escreve e publica vários livros de cunho poético-místico.

Em 1909, Crowley e Rose Kelly se separam. No ano seguinte, o inglês é convidado por Theodore Reuss e ingressa na Ordo Templi Orientis (O.T.O): uma ordem alemã composta dos mais elevados Maçons. Assim, teve a oportunidade de desenvolver a filosofia thelêmica na O.T.O, que posteriormente se desligaria totalmente da Maçonaria.

Em 1910 escreve o Liber CCCXXXIII, que seria publicado em 1913 e maldosamente classificado como o Livro das Mentiras. Nos anos posteriores, prossegue escrevendo e publicando várias obras relacionadas ao ocultismo. Em Abril de 1920, Crowley funda a Abadia de Thelema, na Sicília, Itália. Ordem que seria extinta em três anos, quando Mussolini o expulsaria do país.

A publicação de Confessions of Aleister Crowley em 1930, proporcionou ao autor a oportunidade de conhecer pessoalmente o poeta lusitano Fernando Pessoa, que também era astrólogo. Pessoa enviou uma carta a Crowley avisando-o que seu mapa astral estava incorreto. O inglês respondeu e manifestou sua vontade de conhecer o poeta. Assim, o encontro deu-se no porto de Lisboa. Nos anos seguintes, suas publicações mais significativas foram o Liber Al vel Legis, em 1938, e em 1942 o Liber OZ: manifesto dos direitos e deveres do homem; muito semelhante ao que ainda seria criado pela ONU.

Crowley passou grande parte de sua vida viajando, escrevendo e estudando diversas culturas ocultistas, bancado pela herança de sua família e doações de amigos e discípulos. Demonstrava um ávido desejo de sabedoria. Foi intelectualmente privilegiado, destacando-se desde a infância, quando lia a bíblia em voz alta e era prodígio nas disciplinas escolares, até os elevados graus que alcançou nas sociedades secretas que participou em todo o planeta. Vários de seus discípulos deram continuidade ao seu legado, criando ordens ao redor do mundo e estabelecendo um novo rumo dos pensadores contemporâneos, influenciando de forma significativa o universo ocultista e artístico desta época.

No Brasil, Raul Seixas e Paulo Coelho são frutos diretos do legado de Crowley. Entre outras, as músicas A Lei e Sociedade Alternativa (de autoria de ambos), não apenas mencionam, mas dissertam sobre os conceitos do mago inglês.

Edward A. Crowley incorporou vários pseudônimos criados por ele mesmo (incluindo Aleister, Mega Therion, 666, A Besta...), ou atribuídos pela imprensa, como: O Homem mais perverso do mundo. Teve uma vida polêmica que se opôs aos conceitos puritanos e retrógrados de sua sociedade. Morreu pobre e doente aos 72 anos, no dia 1º de dezembro de 1947 em Hastings, Inglaterra, vítima de bronquite e complicações cardíacas.

Liber Al vel Legis

Em Abril de 1904, Crowley e sua esposa Rose Kelly viajaram para o Egito. Neste período, Rose passou a entrar em transe repentinamente e declarar que a divindade egípcia Horus tentava comunicar-se com Crowley através dela.

Assim, o casal visitou o museu do Cairo e identificou a Estela da Libertação: um painel egípcio da 26º Dinastia onde um sacerdote oferece sacrifício ao deus Horus. Este fato foi uma revelação mística interpretada por Crowley. Dessa forma, ouvindo os ditos de Rose em estado meditativo, que falava em nome da divindade Aiwass, deu início ao trabalho que duraria três dias consecutivos, sempre entre as 12 e 13 horas, e se tornaria o Liber Al vel Legis (Líber Legis ou Livro da Lei), onde Thelema é citado como a palavra de ordem.

Durante 34 anos, Crowley estudou o significado do Liber Legis, publicando-o apenas em 1938. Este é o seu primeiro livro de princípios místicos. Possui uma linguagem simples mas interpretativa, onde é necessária muita aplicação para uma compreensão mínima. Além disso, o livro cita em suas entrelinhas algumas profecias e fatos ocorridos na história da humanidade.

Segundo o Livro da Lei, os deuses se revezam na condução dos destinos dos planetas por um período de 2000 anos. Cada um de seus três capítulos faz referência a uma era (Aeon) da evolução humana. O primeiro capítulo caracteriza o Aeon de Ísis: regido pelo arquétipo da divindade feminina. Quando o Universo é concebido como alimento direto da deusa.

O segundo capítulo está relacionado ao Aeon de Osíris, onde predomina o arquétipo do deus morto e o domínio das religiões patriarcais (talvez uma alusão ao Cristianismo). Neste período que se inicia aproximadamente em 500 a. C., a humanidade sofrerá as revoluções necessárias e inerentes à sua evolução: catástrofes, amor, morte e ressurreição.

O terceiro e último capítulo descreve o início do Aeon de Horus, filho de Isis e Osíris. Neste período que é inaugurado em 1904, cada ser se caracterizará como célula única da humanidade, e o desenvolvimento individual será essencial para a iluminação do coletivo. Este é o período do crescimento da criança (humanidade) através de suas próprias experiências. A Lei é a Vontade, que será revelada integralmente, e o Thelema se estabelecerá como a bússola da espiritualidade humana.

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Crenças e Doutrinas - Wicca

Também conhecida por Religião da Deusa e Antiga Religião, a Wicca é uma filosofia de origem pré-cristã baseada no princípio de criação feminino, nos ciclos da natureza, como as fases lunares e as quatro estações, revivendo o culto à Grande Deusa e aos Deuses Antigos. Também inclui várias modalidades de magia e rituais que buscam a harmonização pessoal.

Para seus adeptos, a Wicca é considerada uma religião. Devido a popularidade que atingiu nos últimos anos, várias hipóteses são criadas; desde sua origem até a forma como é praticada atualmente. Portanto, as definições são amplamente maleáveis e a Wicca torna-se um tema relativamente incerto.

O termo Wicca possui provavelmente duas origens. A primeira está ligada a palavra saxônica Witch, que significa dobrar, moldar ou girar. A segunda origem é relativa a raiz germânica da palavra Wit, que significa saber ou sabedoria. Portanto, deduze-se que Wicca pode significar moldar a sabedoria. É neste conceito que reside sua essência: moldar (adaptar e utilizar) o conhecimento universal em próprio benefício, sem prejudicar a ninguém. Porém, a palavra ainda carrega uma conotação negativa e errônea, sendo associada ao satanismo, magia destrutiva e cultos ou seitas opositoras ao cristianismo de um modo geral.

A Wicca e os Celtas

O conceito de Magia Wicca que se conhece atualmente, surgiu com os Celtas no período neolítico; nas regiões da Irlanda, Inglaterra e País de Gales, atingindo posteriormente a Itália e a França. Os Celtas surgiram por volta de 2 mil anos antes de Cristo e provavelmente tiveram origem entre os povos indo-europeus da Ásia. Apesar do povo celta ter se espalhado por terras tão distantes, seus costumes não se fragmentaram. Pois o idioma, a arte e a religião sedimentavam a base cultural.

A raiz filosófica-espiritual dos celtas era baseada no Druidismo, uma religião politeísta que reverenciava duas divindades principais: a Deusa Mãe (chamada de Ceridwen), que representa a criação e a fecundação onde todo o universo se originou; e seu filho, o Deus Cornífero (chamado de Cernunos), o pólo masculino que representa a fertilização. A única forma de alcançar as divindades era mantendo uma estreita relação com a natureza. Até mesmo o calendário era orientado através da natureza. Os celtas realizavam festivais ritualísticos celebrando suas divindades, praticavam a agricultura e a cura através das ervas.

Na organização social Celta, os Druidas eram os sacerdotes, guardiões das tradições, cultura e teologia. A classe sacerdotal era dividida entre homens e mulheres. Mas a cultura era essencialmente matriarcal. A iniciação nos mistérios druídicos durava em média 20 anos e os ensinamentos eram transmitidos oralmente, pois temiam que a palavra escrita pudesse se tornar veículo de Magia incontrolável. Ao se espalhar pela Europa, os celtas levaram suas crenças nativas que se combinaram ao conjunto de crendices local, dando origem ao conceito primitivo da Wicca.

Pagãos & Cristãos

Paganismo é o termo usado para definir as religiões oriundas do período pré-cristão. Assim, as práticas pagãs se desenvolveram durante séculos. Até que em 330 d.C, o cristianismo passou a ser imposto aos povos de todo o mundo. As práticas pagãs foram consideradas heréticas e toda a religiosidade pré-cristã, bem como seus adeptos, tornaram-se alvos da intolerância católica.

A Igreja deturpou a real significação da crença pagã e a propagou como um culto demoníaco. Por exemplo, a imagem do demônio comum entre os cristãos, é um homem com chifres e patas de bode; muito semelhante à imagem do Deus Cornífero. Este é um forte indício de que a Igreja católica transformou a imagem de divindades anteriores ao cristianismo em símbolos maléficos. Assim, o sentido original assumiu um caráter negativista e destrutivo. Infelizmente, esta conotação se fortaleceu ao longo do tempo, e tudo que estivesse relacionado à bruxaria e Wicca, era visto como uma forma de anticristianismo. Este conceito errôneo foi se diluindo recentemente, à medida que estudos sérios e imparciais sobre as culturas pré-cristãs foram sendo divulgados.

Nesse período, certa de 5 milhões de mulheres foram queimadas, acusadas de bruxaria. Com isso a Igreja conseguiu conter o crescente poder que a imagem feminina estava adquirindo ao longo dos séculos, diante da chamada Deusa. Por conseqüência disso, foi gerada essa nossa sociedade masculinizada em quase todos os segmentos. Isso só veio a se alterar nos últimos anos, mesmo assim muito lentamente.

Wicca no Século XX

Um dos primeiros registros da utilização da palavra Wicca no século XX, ocorreu em 1921 quando foi publicado o livro The Witch Cult in Western Europe, da antropóloga Margaret Murray. Nesta obra, a autora relata os cultos pagãos do período pré-cristão que ainda eram cultivados em diversas partes da Europa. Em 1948, Robert Grave publicou The White Goddess. Após três anos, quando a última lei contra as práticas pagãs foi revogada, Gerald Gardner publicou o famoso Witchcraft Today. A consolidação da literatura wiccaniana ocorreu em 1979, com a publicação de Spiral Dance (com o título em português A Dança Cósmica das Feiticeiras) da autora Starhawk. Esta obra se tornou o livro sobre Wicca mais lido em todo o mundo. A partir daí, houve uma explosão de livros e artigos relacionados à práticas e crenças pagãs. Assim, a Wicca ganhou notoriedade na sociedade moderna ocidental, e ficou evidente que a bruxaria havia sido a crença religiosa predominante entre os antigos europeus; havia resistido a supressão e sobrevivido aos tempos modernos.

Atualmente, acredita-se que exista em torno de 12 milhões de neopagãos espalhados por todo o mundo. Sendo 250 mil nos Estados Unidos. Uma parte da população da Islândia é adepta do Asatru; uma variação da Wicca. Vários grupos se organizam e compõem um forte elo de divulgação por diversas partes do planeta. Assim, em todo mundo renasce a crença na Deusa e na Antiga Religião.

Por Spectrum



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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mistério Antigo - Atlântida

Atlântida

Milhares de anos após ter submergido nas profundezas frias e escuras do oceano Atlântico, o continente insular da Atlântida continua sendo um dos mistérios mais intrigantes da História.

Platão por Españoleto - 1637

A história antiga da humanidade em grande parte se constitui um enigma, enigma esse devido à ignorância das pessoas que a escreveram e dataram certos eventos. Podemos perceber isto tendo em vista, por exemplo, o que dizem a respeito da esfinge, pois atualmente estudos provam que ela data de 12.000 a.C. a 10.500 a.C., enquanto a história que divulgam datam-na de apenas de 4.000 a.C.

Uma outra indagação que deve ser feita diz respeito à distribuição de pirâmides no mundo. Elas são encontradas não somente no Egito, mas também na China e na América Central, mostrando a interligação dessas culturas no passado. O que interliga todas essas civilizações antigas? A única resposta que melhor responde a essas perguntas, e outras a respeito do mundo antigo, é a existência da Atlântida.

Mas antes de continuarmos no assunto Atlântida, vamos discorrer rapidamente por Tróia:

Do Mito à Realidade (A Magnífica Tróia)

Por muito tempo se acreditou que a História de glória e da destruição de Tróia, com suas altas muralhas, não passasse de um mito. As epopéias que descrevem a cidade, llíada e a odisséia de Homero, são anteriores a 700 a.C. Embora os gregos antigos lessem o grande poeta como apenas literatura.

Coube a Heinrich Schliemann, um milionário, arqueólogo diletante e sonhador do século XIX, provar que os eruditos estavam errados. Obstinado e romântico, o negociante alemão tinha certeza que Homero contara a verdade sobre Tróia. No final da década de 1860, Schliemann convenceu-se de que a aldeia turca de Hissarlik, com suas colinas semelhantes a fortins, lembrava a cidade descrita na llíada. Em 1871 deu início às escavações.

Logo descobriu que realmente havia uma cidade sob as "fortalezas" de Hissarlik. Na verdade, vários estágios de uma antiga cidade estavam enterrados em camadas superpostas. E uma dessas camadas, queimada por fogo, parecia-se muito com a Tróia de Homero.

A primeira fonte de informação que chegou ao mundo moderno é sem dúvida os escritos de Platão. Foi ele quem primeiro falou da existência de uma ilha então submersa à qual foi dado o nome de Atlântida. Platão tomou conhecimento da Atlântida através de Sólon, que, por sua vez lhe foi referido por sacerdotes egípcios, num dos templos da cidade egípcia de Saís.

Na verdade a Atlântida data de pelo menos 100.000 a.C., então constituindo não uma ilha e sim um imenso continente que se estendia desde a Groelândia até o Norte do Brasil.

Pressupõem que os atlantes chegaram a conviver com os lemúrios, que viviam num continente no Oceano Pacifico aproximadamente onde hoje se situa o Continente Australiano. Naquele continente Atlante havia muitos terremotos e vulcões e foi isto a causa de duas das três destruições que acabaram por submergi-lo. A terceira destruição não foi determinada por causas naturais. Na primeira destruição, em torno de 50.000 a.C. várias ilhas que ficavam junto do continente atlante afundaram, como também a parte norte do continente que ficava próximo a Groenlândia (Groelândia), em decorrência da ação dos vulcões e terremotos.

A segunda destruição, motivada pela mudança do eixo da Terra, ocorreu em torno de 28.000 a.C., quando grande parte do continente afundou, restando algumas ilhas, das quais uma que conectava o continente Atlante à América do Norte. E a terceira foi exatamente esta onde floresceu a civilização citada por Platão e que por fim foi extinta, em uma só noite, afundando-se no mar restando apenas as partes mais elevadas que hoje corresponde aos Açores descrita por Platão.

Para se estudar bem a Atlântida deve-se considerar que esse nome diz respeito a três civilizações distintas, pois em cada uma das destruições os que restaram tiveram que recomeçar tudo do início.



Atlântida 100.000 a.C. a 50.000 a.C.

Sobre a Atlântida antes da primeira destruição (antes de 50.000 a.C.) pouco se sabe. Diz-se haver sido colonizada pelos lemúrios que haviam fugido do continente onde habitavam, também sujeito a cataclismos imensos, quando então se estabeleceram correntes migratórias fugitivas das destruições que ocorriam na Lemúria, algumas delas dirigiram-se para o Sul Atlântida.

Estes primeiros Atlantes julgavam a si pelo caráter e não pelo que tinham e viviam em harmonia com a natureza. Pode-se dizer que 50% de suas vidas eram voltadas ao espiritual e os outros 50% para o lado prático, vida material.

Possuíam grande poder mental o que lhes conferia domínio da mente sobre o corpo. Eles faziam coisas impressionantes com os seus corpos. Assim viveram por muito tempo até que, em decorrência da proximidade do sul da Atlântida com o Continente Africano, várias tribos agressivas africanas dirigiram-se para a Atlântida forçando os Lemúrios estabelecidos na Atlântida a se deslocarem cada vez mais para o norte do continente atlante. Com o transcorrer do tempo os genes dos dois grupos foram se misturando.

Em 52.000 a.C. os Atlantes começaram a sofrer com ataques de animais ferozes, o que os fizeram aumentar seus conhecimentos em armas, motivando um avanço tecnológico na Atlântida. Novos métodos de agricultura foram implementados, a educação expandiu, e conseqüentemente bens materiais começaram a assumir um grande valor na vida das pessoas, que começaram a ficar cada vez mais materialistas e conseqüentemente os valores psíquicos e espirituais foram decaindo. Uma das conseqüências foi que a maioria dos atlantes foi perdendo a capacidade de clarividência e suas habilidades intuitivas por falta de treinamento e uso, a ponto de começarem a desacreditar nas mencionadas habilidades.

Edgar Cayce afirma que dois grupos diversos tiveram grande poder nessa época, um deles chamados de "Os Filhos de Belial". Estes trabalhavam pelo prazer, tinham grandes posses, mas eram espiritualmente imorais. Um outro grupo chamado de "As Crianças da Lei Um", era constituído por pessoas que invocavam o amor e praticavam a reza e a meditação juntas, esperando promover o conhecimento divino. Eles se chamavam "As Crianças da Lei Um" porque acreditavam em Uma Religião, Um Estado, Uma Casa e Um Deus, ou melhor, que Tudo é Um.

Logo após essa divisão da civilização atlante, foi que ocorreu a primeira destruição da Atlântida, ocasião em que grande número de imensos vulcões entrou em erupção. Então uma parte do povo foi para a África onde o clima era muito favorável e possuíam muitos animais que podiam servir como fonte de alimentação. Ali os descendentes dos atlantes viveram bem e se tornaram caçadores. A outra parte direcionou-se para a América do Sul onde se estabeleceu na região onde hoje é a Bacia Amazônica.

Biologicamente os atlantes do grupo que foi para a América do Sul começaram a se degenerar por só se alimentarem de carne pensando que com isso iriam obter a força do animal, quando na verdade o que aconteceu foi uma progressiva perda das habilidades psíquicas. Assim viveram os descendentes atlantes até que encontraram um povo chamado Ohlm, remanescentes dos descendentes da Lemúria, que os acolheram e ensinaram-lhes novas técnicas de mineração e agricultura.

As duas partes que fugiram da Atlântida floresceram muito mais do que aquela que permanecera no continente, pois em decorrência da tremenda destruição os remanescentes praticamente passaram a viver como animais vivendo nas montanhas durante 4.000 anos, após o que começaram a estabelecer uma nova civilização.



Atlântida 48.000 a.C. a 28.000 a.C.

Os atlantes que estabeleceram uma nova civilização na Atlântida começaram de forma muito parecida com o inicio da colonização que os Lemúrios fizeram na Atlântida. Eles se voltaram a trabalhar com a natureza e nisso passaram milhares de anos, mas com o avanço cientifico e tecnológico também começaram a ficar cada vez mais agressivos, materialistas e decadentes. Os tecnocratas viviam interessados em bens materiais e desrespeitando a religião. A mulher se tornou objeto do prazer; crimes e assassinatos prevaleciam, os sacerdotes e sacerdotisas praticavam o sacrifício humano.

Os atlantes se tornaram uma civilização guerreira. Alguns artistas atlantes insatisfeitos fugiram para costa da Espanha e para o sudoeste da França, onde até hoje se vêem algumas de suas artes esculpidas nas cavernas. Em 28.000 a.C. com a mudança do eixo da Terra, os vulcões novamente entraram em grande atividade acabando por acarretar o fim da segunda civilização atlante. Com isso novamente os atlantes fugiram para as Antilhas, Yucatã, e para a América do Sul.

Platão - Escola de Atenas por Rafael - 1509-10



Atlântida 28.000 a.C. a 12.500 a.C.

Esta foi a Civilização Atlante descrita por Platão.

Mais uma vez tudo se repetiu, os que ficaram recomeçaram tudo novamente, recriando as cidades que haviam sido destruídas, mas inicialmente não tentando cometer os mesmos erros da florescente civilização passada. Eles unificaram a ciência com o desenvolvimento espiritual a fim de haver um melhor controle sobre o desenvolvimento social.

Começaram a trabalhar com as Forças da Natureza, tinham conhecimento das hoje chamadas linhas de Hartman e linhas Ley, que cruzam toda a Terra, algo que posteriormente veio a ser muito utilizado pelos celtas que construíram os menires e outras edificações em pedra. Vale salientar que eles acabaram por possuir um alto conhecimento sobre a ciência dos cristais, que usavam para múltiplos fins, mas basicamente como grandes potencializadores energéticos, e fonte de registro de informações, devido a grande potência que o cristal tem de gravar as coisas.

Os Atlantes tinham grande conhecimento da engenharia genética, devido a isso tentaram criar "raças puras", raças que não possuíssem nenhum defeito. Esse pensamento persistiu até o século XX a ser uma das bases do nazismo.

Os Atlantes detinham grandes conhecimentos sobre as pirâmides, há quem diga que elas foram edificadas a partir desta civilização e que eram usadas como grandes condutores e receptores de energia sideral, o que, entre outros efeitos, fazia com que uma pessoa que se encontrasse dentro delas, especialmente a Grande Pirâmide, entrava em estado alterado de consciência quando então o sentido de espaço-tempo se alterava totalmente.

É certo que os habitantes da Atlântida possuíam um certo desenvolvimento das faculdades psíquicas, entre as quais a telepatia, embora que muito aquém do nível atingido pelos habitantes da primeira civilização. Construíram aeroplanos, mas nada muito desenvolvido, algo que se assemelharia mais ao que é hoje é conhecido como "asa delta".

Isto tem sido confirmado através de gravuras em certos hieróglifos egípcios e maias. Também em certa fase do seu desenvolvimento os atlantes foram grandes conhecedores da energia lunar, tanto que faziam experiências muito precisas de conformidade com a fase da Lua. A par disto foram grandes conhecedores da astronomia em geral.

Na verdade os atlantes detiveram grandes poderes, mas como o poder denigre o caráter daquele que não está devidamente preparado para possuí-lo, então a civilização começou a ruir. Eles começaram a separar o desenvolvimento espiritual do desenvolvimento científico. Sabedores da manipulação dos gens eles desenvolveram a engenharia genética especialmente visando criar raças puras. Isto ainda hoje se faz sentir em muitos povos através de sistemas de castas, de raça eleita ou de raça ariana pura. Em busca do aperfeiçoamento racial, como é da natureza humana o querer sempre mais os cientistas atlantes tentaram desenvolver certos sentidos humanos mediante gens de espécies animais detentoras de determinadas capacidades.

Atlântida

Tentaram que a raça tivesse a acuidade visual da águia, e assim combinaram gens deste animal com gens humano; aprimorar o olfato através de gens de lobos, e assim por diante. Mas na verdade o que aconteceu foi o pior, aqueles experimentos não deram certo e ao invés de aperfeiçoarem seus sentidos acabaram criando bestas-feras, onde algumas são encontradas na mitologia grega e em outras mitologias e lendas.

Ainda no campo da engenharia genética criaram algumas doenças que ainda hoje assolam a humanidade.

A moral começou a ruir rapidamente e o materialismo começou a crescer. Começaram a guerrear. Entre estas foi citada uma que houve com a Grécia, da qual esta foi vitoriosa. Enganam-se os que pensam que a Grécia vem de 2 000 a.C. Ela é muito mais velha do que o Egito e isto foi afirmado a Sólon pelo sacerdote de Sais.

Muitos atlantes partiram para onde hoje é a Grécia e com o uso a tecnologia que detinham se fizeram passar por deuses dando origem assim a mitologia grega, ou seja, constituindo-se nos deuses do Olimpio.

Por último os atlantes começaram a fazer experimentos com displicência de forma totalmente irresponsável com cristais e como conseqüência acabaram canalizando uma força cósmica, que denominaram de "Vril", sob a qual não tiveram condições de controlá-la, resultando disso a destruição final de Atlântida, que submergiu em uma noite.

Para acreditar que um continente tenha submergido em uma noite não é muito fácil, mas se analisarmos pelo suposto lado tecnológico que utilizavam, veremos até que provavelmente seria mais avançado que o nosso, o poder do cristal é muito maior do que imaginamos, os cristais estão presentes no avanço tecnológico, um computador é formado basicamente de cristais e o laser é feito a partir de cristais.

Mas antes da catástrofe final os Sábios e Sacerdotes atlantes, juntamente com muitos seguidores, cientes do que adviria daquela ciência desenfreada e conseqüentemente que os dias daquela civilização estavam contados, partiram de lá, foram para vários pontos do mundo, mas principalmente para três regiões distintas: O nordeste da África onde deram origem a Civilização egípcia; para América Central, onde deram origem a Civilização Maia; e para o noroeste da Europa, onde bem mais tarde na Bretanha deram origem à Civilização Celta.

A corrente que deu origem a civilização egípcia inicialmente teve muito cuidado com a transmissão dos ensinamentos científicos a fim de evitar que a ciência fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior. Para o exercício desse controle eles criaram as "Escolas de Mistérios", onde os ensinamentos eram velados, somente sendo transmitidos às pessoas que primeiramente passassem por rigorosos testes de fidelidade.

Os atlantes levaram com eles grandes conhecimentos sobre construção de pirâmides, e sobre a utilização prática de cristais, assim como conhecimentos elevados de outros ramos científicos como, a matemática, geometria, etc.

Pesquisas recentes datam a Esfinge de Gizé sendo de no mínimo 10.000 a.C. e não 4.000 a.C. como a egiptologia clássica afirma. Edgar Cayce afirmou que embaixo da esfinge existe uma sala na qual estão guardados documentos sobre a Atlântida, atualmente já encontraram uma porta que leva para uma sala que fica abaixo da esfinge, mas ainda não entraram nela. A Ordem Hermética afirma a existência não de uma sala, mas sim de doze.

A corrente que deu origem a civilização maia, foi muito parecida com a corrente que deu origem a civilização egípcia. Quando os atlantes que migraram para a Península de Yucatã antes do afundamento final do continente, eles encontraram lá povos que tinham culturas parecidas com a deles, o que não é de admirar, pois na verdade lá foi um dos pontos para onde já haviam migrado atlantes fugitivos da segunda destruição.

Também os integrantes da corrente que se direcionou para o Noroeste da Europa, e que deu origem mais tarde aos Celtas, tiveram muito cuidado com a transmissão do conhecimento em geral. Em vez de optarem para o ensino controlado pelas "Escolas de Mistérios" como acontecera no Egito, eles optaram por crescer o mínimo possível tecnologicamente, mas dando ênfase especialmente os conhecimentos sobre as Forças da Natureza, sobre as energias telúricas, sobres os princípios que regem o desenvolvimento da produtividade da terra.

Conheciam bem a ciência dos cristais, e da magia, mas devido ao medo de fazerem mal uso dessas ciências eles somente utilizavam-nos, mas no sentido do desenvolvimento da agricultura, da produtividade dos animais de criação, etc.

Atualmente as pessoas vêem a Atlântida como uma lenda fascinante, como algo que mesmo datando de longa data ainda assim continua prendendo tanto a atenção das pessoas. Indaga-se do porquê de tanto fascínio? Acontece que ao se analisar a história antiga da humanidade vê-se que há uma lacuna, um hiato, que falta uma peça que complete toda essa história.

Muitos estudiosos tentam esconder a verdade com medo de ter que reescrever toda a história antiga, rever conceitos oficialmente aceitos. Mas eles não explicam como foram construídas as pirâmides, como existiram inúmeros artefatos e achados arqueológicos encontrados na Ásia, África e América e inter-relacionados; e outros monumentos até hoje é um enigma.

Os menires encontrados na Europa, as obras megalíticas existentes em vários pontos da terra, os desenhos e figuras representativas de aparelhos e até mesmo de técnicas avançadas de várias ciências, os autores oficiais não dão qualquer explicação plausível.

Os historiadores não acreditam que um continente possa haver afundado em uma noite, mas eles esquecem que aquela civilização foi muito mais avançada que a nossa. Foram encontradas, na década de 60, ruínas de uma civilização no fundo do mar perto dos Açores, onde foram encontrados vestígios de colunas gregas e até mesmo um barco fenício. Atualmente foram encontradas ruínas de uma civilização que também afundou perto da China.

As pessoas têm que se conscientizar de que em todas as civilizações em que a moral ruiu, ela começou a se extinguir, e atualmente vemos isso na nossa civilização, e o que é pior, na nossa civilização ela tem abrangência mundial, logo se ela rui, vai decair todo o mundo.

Então o mais importante nessa história da Atlântida não é o acreditar que ela existiu e sim aprender a lição para que nós não enveredemos pelo mesmo caminho, repetindo o que lá aconteceu.

MisteriosAntigos.Com

Bibliografia:

Mistérios do Desconhecido

Parte da pesquisa foi uma colaboração e devidamente autorizada pelo autor de origem:

Autor: João Paulo do Egito


Conteudo do Site: www.spectrumgothic.com.br

Magia e Ritual com Ervas


Ervas

Os Gregos usavam ervas e óleos aromáticos nos rituais religiosos. Estavam convencidos de que somente os deuses poderiam ter criado aromas tão profundos e pensavam que os aromas naturais podiam ser uma ponte para alcançar o Olimpo e receber as forças dos deuses, proteção, cura e beleza.

As tribos de Papua-Nova Guiné, na Oceania, aprenderam a usar as plantas como remédio. Não somente para tirar a dor ou para desinfetar ferimentos, mas também para baixar a febre e na prevenção contra a malária. As poções eram feitas de plantas extraídas das florestas. Os farmacologistas franceses ficaram impressionados e durante oito meses pesquisaram as drogas dos curandeiros. No término de seus estudos descobriram que os vegetais realmente curam. A Piper claribracteatum é uma trepadeira eficaz contra a malária e a febre, além do seu efeito analgésico. A casca do tronco da árvore Euphorbiacea omphalea é outro remédio natural usado para prevenir a malária. Outro recurso natural é a casca da Harpulia ramiflora radik, usada contra fungos.

Plantas Energéticas

Catuaba, Cipó-cravo e Marapuama. Os nomes podem ser exóticos e realmente têm a ver com as tribos indígenas do país. Estas três plantas nativas da Flora do Brasil atuam como estimulantes físico e mental, e, em solo brasileiro antes mesmo da colonização, ainda hoje são ideais para o tratamento de males contemporâneos, como a fadiga causada pelo estresse, velho conhecido de quem trabalha demais.

Reconhecidas e descritas há mais de 50 anos, as três plantas medicinais associadas num composto resultam em poção quase mágica. Ele ajuda a aumentar a freqüência cardíaca e respiratória. Com isso, o organismo fica mais preparado para enfrentar o desgaste do dia-a-dia e funciona como uma dose de coragem na hora da prática de atividades esportivas.

Farmácia da natureza é mesmo um estoque e tanto de saúde

A médica Patrícia Vieira Machado, especialista em Fitoterapia do laboratório Flora Medicinal, no Rio de Janeiro, explica como cada erva age. “A Catuaba (Anemopaegma mirandum ) é um tipo de arbusto originário da Amazônia. Além de melhorar o processo digestivo, ela interfere nos impulsos nervosos motores por causa de uma substância denominada iombina, que penetra com facilidade no sistema nervoso central”, afirma a médica. E destaca outros efeitos benéficos da planta: “Ela aumenta ainda a pressão arterial e a freqüência cardíaca, melhorando a circulação sangüínea e intensificando a ação motora”.

De aroma agradável, semelhante ao Cravo-da-índia, o Cipó-cravo (Tynnanthus fascicilatus) age também como tônico geral, combatendo a debilidade física e a fadiga muscular. De acordo com a Dra. Patrícia Vieira, sua ação foi comprovada através de estudos laboratoriais, nos quais foram identificados efeitos estimulantes da atividade motora e aumento da freqüência respiratória. “Por isso, ele intensifica a oxigenação sangüínea, melhorando os processos metabólicos, sobretudo durante a atividade física”, diz.

Velha conhecida dos índios brasileiros a Marapuama é tônico do corpo e do desejo

Utilizada pelos índios como excitante do sistema nervoso central e por sua ação antidepressiva e afrodisíaca, a Marapuama (Ptychopelatum olacoides) é uma árvore típica da região Amazônica. Única planta que teve seus efeitos testados clinicamente em seres humanos, os resultados confirmaram sua atuação como estimulante da libido. “Um estudo realizado com 262 homens, com queixa de diminuição da libido, mostrou que 62% dos pacientes apresentaram uma melhora significativa depois do tratamento.

O Alho é antigo...Muito antigo...

Nos primórdios da nossa civilização já era usado pelo homem, tanto como recurso culinário como recurso terapêutico. Gravações antiquíssimas nos contam que o alho era usado como remédio por chineses, babilônios, gregos e romanos muito antes do nascimento de Cristo. Na Sicília e em outros lugares da Europa o alho cresce espontaneamente. Russos e búlgaros atribuíram ao hábito de ingerir alho a causa principal de sua saúde e vitalidade. Durante a Primeira Guerra Mundial as forças armadas britânicas usaram muito o alho para impedir infeções. No Brasil o alho é muito conhecido e usado, tanto na cozinha como na farmácia.

Seu nome botânico do Alho é Allium Sativum L., e pertence à família Liliaceae , e o bulbo é a parte utilizada.

A ação do alho como fitoterápico é expectorante, anti-séptica pulmonar, analgésica, anti-inflamatória, anti-bacteriana, tônica, hipotensora, vermífuga, hipoglicemiante, febrífuga, anti-plaquetária, anti-oxidante e hipocolesterolemizante. Diminui a viscosidade sangüínea e é anti-helmíntico. São muitas suas propriedades farmacológicas...

Abaixo você encontra uma lista de ervas, suas correspondências (planetas e elementos) e as propriedades mágicas. O uso mágico das ervas é muito simples, você pode preparar um banho mágico, pode usá-la como um amuleto colocando-a em um saquinho de tecido, em magia das velas, e muito mais.

Natureza - Mistérios Antigos

Secá-las e deixá-las penduradas em algum lugar de sua casa também é uma forma poderosa de atrair as forças mágicas destas ervas.

Todas as ervas que são citadas neste site não têm nenhuma contra-indicação, mas antes de usá-las, aconselhamos procurar seu médico!

A
Alecrim (Rosmarinus officinalis)
Planeta: Sol
Elemento: Fogo

Usado em encantamentos de proteção, para ajudar nos estudos. Lavar as mãos com uma infusão de alecrim substitui um banho de purificação. Beba um chá de alecrim antes de fazer um exame ou uma entrevista para ter a mente alerta. O chá de alecrim é ótimo para trazer o ânimo de volta. Está ligado a fidelidade, amor, lembranças felizes. O cheiro de alecrim mantém a pessoa alegre, é um símbolo de amizade.

Açafrão (Crocus sativus)
Planeta: Sol
Elemento: Fogo

Usado em rituais de prosperidade e cura.

Alho (Allium sativum L.)
Planeta: Marte
Elemento: Fogo

Erva extremamente protetora. Pode ser pendurado em casa para proteger. Também utilizado para fazer exorcismos. Os antigos gregos colocavam o bulbo do alho em um monte de pedras em um cruzamento como uma oferenda à Hécate.

Amendôas (Prunus amygdalus [doce] Amygdalus communis - amarga)

Antigamente as amêndoas eram conhecidas por prevenir a intoxicação, no tempo medieval as amêndoas eram adicionadas as refeições por esse mesmo propósito. Além disso, a amêndoa é consumida para dar inteligência.

Angélica (Angelica archanegelica)
Planeta: Sol
Elemento: Fogo

A raiz dessa erva guardada em um saquinho de tecido azul, funciona como um poderoso talismã protetor. A raiz também pode ser colocada em um saquinho de tecido branco ou azul, e pendurado na janela para proteger a casa e as pessoas que moram nela de todo o mal.

Anis (Pimpinela anisum)
Planeta: Júpiter
Elemento: Ar

Usado para proteção. Um travesseiro feito com anis, proporciona um sono tranqüilo e sem pesadelos. É considerado um ótimo protetor contra olho gordo.


Avelã (Corylus spp.)
Planeta: Sol
Elemento: Ar

A madeira é apropriada para fazer qualquer tipo de bastão.Um ótimo encantamento para lhe trazer sorte consiste em fazer uma cruz solar amarrando dois galhos juntos com um cordão vermelho ou dourado.


B
Bálsamo de Gilead (Populus candicans)
Planeta: Saturno

O botão pode ser usado para curar um coração partido. Também é usado em feitiços de amor e proteção.

Basílico (Ocimum basilicum)
Planeta: Marte
Elemento: Fogo

Usado em rituais de riqueza e prosperidade. Pode ser carregada no bolso para atrair dinheiro. Há tempos atrás acreditava-se que a mulher acabaria com a infidelidade do marido salpicando basil no corpo dele.

Baunilha (Vanilla aromatica ou Vanilla planifolia)
Planeta: Júpiter
Elemento: Fogo

Usado para encantamentos de amor, e o óleo de baunilha tem função afrodisíaca.

Benjoim (Styrax benzoin)
Planeta: Sol Topo
Elemento: Ar

Usado como incenso para purificação.


C
Camomila (Anthemis noblis)
Planeta: Sol
Elemento: Água

Usado em encantamentos e em rituais de prosperidades. Estimula o sono. O chá acalma e tranqüiliza, pode ser muito útil quando você precisar fazer um ritual e estiver sentindo raiva ou agonia. Lavar o rosto e as mãos com camomila atrai amor.

Canela (Cinnamonum zeylanicum)
Planeta: Sol
Elemento: Fogo

Usado como incenso para cura, clarividência, vibrações espirituais. Conhecida como um poderoso afrodisíaco.Usado em feitiços de prosperidade. Muito usada também em feitiços de amor.

Carvalho (Quercus alba)
Planeta: Sol
Elemento: Fogo

Árvore sagrada em muitas culturas. Queimar folhas de carvalho purifica. A madeira é usada para fazer bastões de todos os tipos. O fruto de carvalho pode ser usado para fazer encantamentos de fertilidade, preservar a juventude, evitar doenças. O homem pode usar o fruto de carvalho para aumentar seu poder sexual.


Cebola (Allium cepa)
Planeta: Marte
Elemento: Fogo Topo
Usado para proteger e curar.

Cipestre (Cupressus spp.)
Planeta: Saturno
Elemento: Terra
A fumaça do cipestre pode ser usada para consagrar instrumentos mágicos.

Coentro (Coriandrum sativum)
Planeta: Marte
Elemento: Fogo
Usado em feitiços de amor.

Cominho (Carum carvi)
Planeta: Mercúrio
Elemento: Ar
Usado em encantamentos de amor para atrair a pessoa amada.


Cravo (Dianthus caryophyllus)
Planeta: Sol
Elemento: Fogo

Na época da inquisição as bruxas carregavam o cravo consigo para prevenir-se da captura ou enforcamento. Gera energia no ritual quando usado como incenso.

Cânfora
Usada como perfume, óleo e bálsamo.

Chicória
Usada como sache, talismã, amuleto e óleo. Fortifica as amizades e traz dinheiro.

D
Dill (Anethum graveolens)
Planeta: Mercúrio
Elemento: Fogo

Usado em feitiços de amor. Pendurado em quarto de crianças para protegê-las. Em tempos antigos o dill era usado para se proteger contra bruxarias. Colocam-se seus ramos pendurados atrás de portas e janelas para proteção da casa.

Dente-de-Leão
Usado como sache e poção. Sonhar com esta erva traz má sorte.

E
Espinheiro (Crataegus oxyacantha)
Planeta: Marte
Elemento: Fogo

Usado em "saquinhos" de proteção. Na antiga Grécia e Roma, era associado a felicidade no casamento. Pode ser queimado como incenso quando você precisar de energia e dinamismo em sua vida, e quando precisar refletir sobre sua vida.

Eucalipto (Eucalyptus globulus)
Planeta: Lua
Elemento: Ar

Usado em rituais de cura, e em feitiços de todos os tipos. Pode ser utilizado para cura colocando as folhas em volta de uma vela azul e em seguida queimá-la. Também pode ser pendurada em volta do pescoço para curar resfriados e dores de garganta.

Ênula-Campana

Usam-se suas folhas secas como filtro amoroso. Faça-o na noite de São João, à meia-noite. Este filtro deve ser colocado em um saquinho de cetim verde. Leve-o junto ao coração e faça o pedido. Esfregue depois este filtro na pele do ser amado sem que este veja.



Erva-moura

O chá feito com suas folhas é um excelente remédio para os órgãos genitais femininos. Suas sementes são usadas com a mirta, como poderoso incenso contra miasmas astrais.

Espinheiro cervical (Coroa de Cristo)
Colocada atrás das portas e janelas da casa é uma poderosa proteção.

Erva-doce

Usada com sache, óleo, incenso, perfume e culinária. Traz coragem e vida longa. O incenso, quando queimado perto de alguém que não gosta de nossa pessoa, faz com que esta se aborreça com seu aroma.

F
Freixo (Fraxinus excelsior)
Planeta: Sol
Elemento: Água

Usado para fazer vassouras, e bastões de cura. As folhas deixadas embaixo do travesseiro induz a sonhos psíquicos. A folha pode ser trazida no bolso pra atrair boa fortuna.


G
Gardênia (Gardenia spp.)
Planeta: Lua
Elemento: Água
Use as flores para atrair amor.

Girassol (Helianthus annus)
Planeta: Sol Topo
Elemento: Fogo
Traz bênçãos do Sol em qualquer jardim no qual ele cresce.

Gerânio
Usado como óleo. Ajuda na concretização de desejos.

Gengibre
Usado como óleo, perfume, incenso e culinária. Poderoso filtro protetor.

Ginseng
Elixir da longa vida. Usado como sache, óleo, incenso, bálsamo e chá.

H
Hera (Hedera spp)
Planeta: Saturno
Elemento: Água
Guarda e protege a casa, de quem possui essa planta.


Hortelã (Mentha piperata)
Planeta: Vênus
Elemento: Ar

Usado em encantamentos de cura, tomar banho com hortelã também é ótimo para curar, e também pode ser usado como incenso.


I
Iris (Iris florentina ou Íris germânica)
Planeta: Vênus
Elemento:Água
Usado em feitiços de amor, banhos e incensos. Planta consagrada a Osíris. Estimula a clarividência.

J
Jasmin (Jasminum officinale ou Jasminum odoratissimum)
Planeta: Júpiter
Elemento: Terra.
Usado em feitiços de amor.


Junípero (Juniperus communis)
Planeta: Sol
Elemento: Fogo

O ramo de junípero é usado para evitar acidentes. O grão seco tem a propriedade de atrair amor.Essa planta protege a casa contra roubo.

L
Laranja (Citrus sinesis)
Planeta: Sol
Elemento: Água

A casca seca de laranja é usada em feitiços de amor e fertilidade, e como incenso solar. É um símbolo tradicionalmente chinês de sorte e prosperidade.

Lavanda (Lavendula vera ou Lavendula officinale)
Planeta: Mercúrio
Elemento: Ar

Usado em banhos ou como incenso para purificação. Jogar lavanda no fogo no solstício de verão é um tributo aos Deuses e também nos dá visão e inspiração. Usado também em banhos para curar, e para atrair homem. O perfume da Lavanda induz ao sono. Excelente para dar claridade e coerência em trabalhos mágicos e concentrar a visualização.

Louro (Lauris noblis)
Planeta: Sol
Elemento: Fogo

Na Antiga Grécia as folhas de louro eram usadas para fazer coroas para os vitoriosos no atletismo ou nos concursos de poesia. As folhas podem ser queimadas ou mastigadas para induzir visões. Usado como amuleto para evitar as negatividades. As folhas deixadas embaixo do travesseiro induz a sonhos proféticos. Pode ser usado em rituais de proteção e purificação. Manter um pé de louro em casa protege todos os que moram nela de doenças.

M
Mandrágora (Mandragora officinarum) Topo
Planeta: Mercúrio
Elemento: Terra

Uma erva muito poderosa para proteger o Lar. A raiz pode ser usada para curar a impotência masculina. Pra carregar a mandrágora com seu poder pessoal, deixe-a em sua cama durante três dias durante a lua cheia. Usada para dar coragem.


Manjerona (Origanum majorana)
Planeta: Mercúrio
Elemento: Ar.
Usado em feitiços de amor. Coloque um pedaço dessa erva em todos os cômodos da casa para ter proteção.


Margarida (Bellis perennis)

As margaridas estão associadas as celebrações da primavera e do verão: decorar a casa na noite do verão, traz felicidade para o lar e atrai as fadas.

Maçã (Pyrus malus)
Planeta:Vênus
Elemento: Água

Muito usada em feitiços de amor há milhares de anos. O suco da maçã pode substituir o vinho, quando for realizar um feitiço ou algum ritual. A madeira da macieira pode ser usada para fazer bastões, e utilizá-lo para realizar feitiços de amor.

Meimendro (Hyoscyamus niger)
Planeta: Saturno
Elemento: Água

Venenoso! Usado para atrair o amor de uma mulher. Também usado em adivinhação salpicando meimendro na água (srying).

Mirra (Commiphoria myrrha)
Planeta: Sol
Elemento: Água
Usado como incenso protetor e purificador. Também pode ser usado para consagrar instrumentos mágicos.


Murta (Myrica cerifera)
Planeta:Vênus
Elemento: Água

Sagrado para Vênus, é usado em feitiços de amor e de todos os tipos.Ter murta em casa atrai sorte. Use as folhas de murta para atrair o amor, e a madeira para preservar a juventude. Use a madeira para fazer encantamentos.


N
Noz (Juglans regia) Topo
Planeta: Sol
Elemento: Fogo
Use a noz em encantamentos para promover a fertilidade e fortalecer o coração.


Noz-moscada (Myristica fragrans)
Planeta: Júpiter
Elemento: Ar

Usado para reforçar a clarividência e prevenir reumatismo. Sonhar com nóz-moscada significa mudanças na vida do sonhador.

O
Olíbano(Boswellia carterii)
Planeta: Sol
Elemento: Fogo
Seu perfume é muito poderoso para ajudar em meditações. Use como incenso para proteger.

Oliva (Olea europaea)
Sagrado para Atenas. É um símbolo de paz e prosperidade.

P
Patchouli (Pogostemon cablin ou Pogostemon patchouli)
Planeta: Sol Topo
Elemento: Terra
Erva afrodisíaca, também atrai amor.

Pimenta (Capsicum spp.)
Planeta: Marte
Elemento: Fogo
Usado em feitiços de proteção


R
Rosa (Rosa spp.)
Planeta: Vênus
Elemento: Água

Beba um chá de rosas parar ter sonhos adivinhatórios, ou para melhorar a beleza. Usados como incenso ou em encantamentos, para dormir, atrair amor e curar. Sonhar com rosas significa, sucesso no amor, fortuna.


S
Sabugueiro(Sambucus canadensis)
Planeta: Vênus
Elemento: Ar
Os galhos podem ser usados para fazer varinhas mágicas.


Salgueiro (Salis alba)
Planeta: Lua
Elemento: Terra

Os bastões feitos com a madeira do salgueiro têm a propriedade de cura. O salgueiro traz bênçãos da Lua para aqueles que o tem em sua propriedade. O salgueiro pode ser usado para fazer a vassoura mágica.

Salsa (Carum petroselinum)
Planeta: Mercúrio
Elemento: Ar

Na antiga Grécia e Roma era um símbolo de morte, e era usada nas coroas de flores em túmulos. Era sagrado para Perséfone e usado em ritos funerários.


Sálvia (Salvia officinalis)
Planeta: Júpiter
Elemento: Terra
Usado em encantamentos de cura e prosperidade. Promove a longevidade e saúde.

Samambaia
Planeta: Saturno
Elemento: Terra
É uma planta extremamente poderosa para a proteção da casa.

Sândalo (Santalum album)
Planeta: Lua
Elemento: Ar
Usado como incenso para purificar, curar e proteger.


Sangue de Dragão (Daemonorops draco ou Dracaena draco)
Planeta: Marte
Elemento: Fogo

Usado em feitiços de amor e proteção. Um pedaço colocado debaixo da cama ajuda a curar a impotência. Carregue um pedaço com você para sempre ter sorte. Pode ser dissolvido e usado no banho para uma poderosa purificação. O sangue de dragão também é usado para fazer tinta mágica.


T
Tília (Tilia europaea)
Planeta: Júpiter
Associado ao amor conjugal e a longevidade.


Tomilho (Thymus vulgaris)
Planeta: Vênus
Elemento: Ar

Usado como incenso purificador, banhos mágicos de limpeza. Pode ser inalado para refrescar e renovar energia. Use para se defender contra negatividade. Traz inspiração e coragem.

Trevo (Trifolium spp.)
Planeta: Mercúrio

Associada a Deusa Tríplice. Usado em rituais de beleza e juventude. O trevo de quatro folhas, pode ser usado para ver fadas, curar doenças, e em feitiços de boa sorte. Sonhar com trevo significa fortuna principalmente para pessoas jovens.

U
Urtiga (Urtica dioica)
Planeta: Marte
Elemento: Fogo

Encha um pote com urtiga para mandar má vibrações e maldições de volta para quem te mandou. Usado em feitiços de proteção. Usado para dar coragem. Foi considerado como antídoto contra vários venenos.

V
Valeriana (Valeriana officinalis)
Planeta: Mercúrio
Elemento: Água

Esta erva é usada em feitiços de amor, e em banhos de purificação. Também pode ser usada como calmante.


Violeta (Viola tricolour)

Planeta: Vênus
Elemento:Ar

Misture com lavanda para um poderoso encantamento de amor. A compressa feita com violeta ajuda a curar a dor de cabeça. Sonhar com violetas significa mudanças para melhor. Violetas absorvem feitiços do mal. A fragrância acalma e limpa a mente.

Visco (Viscum album)
Planeta: Sol
Elemento: Ar

Usado com um amuleto protetor. O visco era muito estimado pelos druidas, que o usavam para se proteger do mal.